Close Menu
Portal FNTPortal FNT

    Subscribe to Updates

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    Rayan marca no fim e Brasil empata com Austrália no 1° amistoso pós-Copa

    25 de setembro de 2026

    Renan Santos critica Lula e Flávio Bolsonaro em Franca e diz que tarifaço destrói polo calçadista

    25 de setembro de 2026

    Alexandre Ferreira passa por cateterismo e publica vídeo dizendo que está bem

    25 de setembro de 2026
    Portal FNTPortal FNT
    Button
    • Home
    • Cairo Still
    • Sem Travas
    • Local
    • Familia Verzola
    • Franca Cidadã
    • Mulher Q Empreende
    • Fato Esportivo
    • Porça News
    • Agora Franca
    • Intelecto Saber
    • +Colunas
      • Sociedade Organizada
      • HUMANARTE
      • Rádio FNT
      • Região
      • Viva Saudável
      • Edgar Ajax
      • Vitamina Podcast
      • Cultura
      • Brasil
      • Cultura
      • Tecnologia
      • Natureza Online
      • Still Audiovisuais
      • Uma Palavra de Fé
      • NOTÍCIAS CORPORATIVAS
    Portal FNTPortal FNT
    Notícias Corporativas

    Pesquisa aponta aumento de custo de vida e desigualdades em cidades mineradoras

    DINOBy DINO10 de outubro de 2025
    Pesquisa aponta aumento de custo de vida e desigualdades em cidades mineradoras
    Pesquisa aponta aumento de custo de vida e desigualdades em cidades mineradoras

    Um estudo inédito encomendado pela AMIG Brasil (Associação Brasileira dos Municípios Mineradores) e realizado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas (IPEAD), da UFMG, comprovou que morar em cidades mineradoras custa bem mais caro do que em municípios similares sem mineração.

    A pesquisa analisou os municípios mineradores de Minas Gerais e Pará e, utilizando a técnica de Análise de Clusters (K-Means), os comparou com municípios não mineradores de mesmo porte para formar grupos socioeconômicos semelhantes e garantir comparações válidas. Foram selecionados três municípios mineradores como foco principal: Conceição do Mato Dentro (MG), Mariana (MG) e Parauapebas (PA). Cada um foi comparado com um município de perfil similar sem mineração, como Extrema (MG), João Monlevade (MG) e Belém (PA).

    Inflação estrutural e perda de poder de compra

    O levantamento revelou que o custo de vida nas cidades mineradoras é sistematicamente mais alto. Em Parauapebas, por exemplo, os preços são 10,2% maiores que em Belém, a capital do estado. Em Mariana, a inflação local é de 9,4% superior à de João Monlevade, e em Conceição do Mato Dentro, os preços superam os de Extrema em 6,3%.

    O impacto é mais severo para famílias de baixa renda. Quem recebe um salário mínimo anual (R$18,2 mil) tem perda de poder de compra que varia de R$ 1,1 mil a R$ 1,8 mil por ano nas cidades mineradoras.

    O levantamento também revela que o preço da cesta básica é sistematicamente mais alto nas cidades mineradoras em comparação às cidades de controle. Em Parauapebas, por exemplo, a cesta básica custa R$ 721,66, enquanto em Belém, sai por R$ 692,27. Em Mariana, o valor é de R$ 753,40, frente aos R$ 737,19 registrados em João Monlevade. E em Conceição do Mato Dentro, o custo é de R$ 747,25, contra R$ 732,25 em Extrema. “Esses dados reforçam o cenário de encarecimento do cotidiano nas regiões afetadas pela mineração”, pontua Fabrício Missio, presidente do IPEAD.

    “Os dados revelam um processo de marginalização social nas cidades mineradoras, causado principalmente pela alta nos preços da moradia. A chegada de profissionais com salários mais altos, geralmente contratados pelas mineradoras, pressiona o mercado de aluguel e expulsa moradores antigos e de baixa renda para áreas periféricas”, explica o pesquisador. Na cidade mineira de Mariana, por exemplo, os aluguéis são até 27,5% mais caros do que em João Monlevade.

    Outros grupos de consumo com aumento expressivo incluem despesas pessoais, saúde, alimentação e vestuário. Em Conceição do Mato Dentro, as despesas pessoais são até 25% mais caras do que em Extrema; já os gastos com saúde e cuidados pessoais são 19,26% mais altos na cidade impactada pela mineração. Em Parauapebas, itens de vestuário são 29,77% mais caros que em Belém e as despesas pessoais chegam a ser 36,07% maiores no município minerador paraense.

    “Segundo o estudo, o alto custo de vida não afeta diretamente os funcionários das mineradoras, que contam com bons salários, participação nos lucros, planos de saúde e, em algumas regiões, até acesso a escolas particulares para seus filhos. Já os trabalhadores terceirizados, os imigrantes em condições precárias e os moradores locais sem vínculo com a mineração são os que mais sofrem com esse impacto social”, enfatiza o presidente da AMIG Brasil e prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage. “Enquanto os empregados das mineradoras vivem em uma bolha de consumo privilegiada, a maioria da população lida com salários baixos, serviços públicos saturados e custo de vida crescente”, avalia.

    Ele ressalta que “o país está diante de um modelo econômico que gera riqueza concentrada e pobreza espalhada. Esse cenário impõe uma sobrecarga aos municípios, que acabam arcando com a maior parte dos custos sociais relacionados à população de baixa renda — cada vez mais excluída pelos efeitos da concentração de renda gerada pela mineração e pelo aumento expressivo do custo de vida nessas localidades”. Lage alerta que “o ciclo da mineração, quando não é acompanhado de planejamento urbano e políticas de diversificação econômica, aprofunda as desigualdades sociais e empurra os mais pobres para as margens da cidade e do consumo”.

    A pesquisa identificou que o custo dos municípios minerados é mais alto que os valores arrecadados com a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Por exemplo, no ano de 2021, em Mariana, houve um gasto de R$ 485 milhões e a arrecadação do royalty foi de R$ 236 milhões. Já em Parauapebas, a diferença é ainda mais exorbitante: houve um gasto de R$ 3,5 bilhões e uma arrecadação de CFEM de R$ 1,5 bilhão.

    O estudo também mostra que os municípios mineradores gastam mais per capita com saúde e apresentam maior número de internações por mil habitantes, o que indica uma sobrecarga dos serviços públicos essenciais. “Isso reforça a necessidade de que os impactos sociais da mineração sejam compensados com políticas públicas estruturantes, e não apenas com ações ambientais pontuais”, alerta Marco Antônio.

    Waldir Salvador, consultor da AMIG Brasil, destaca que “os impactos sociais da mineração são tão ou mais severos que os ambientais, mas ainda recebem menos atenção nos licenciamentos e nas políticas públicas”. Ele defende uma ação coordenada entre governos, empresas e sociedade civil para reduzir esses efeitos.

    Com base no estudo, a AMIG vai atuar em três frentes principais: inclusão de cláusulas sociais obrigatórias nos licenciamentos ambientais; incentivo à diversificação produtiva para diminuir a dependência econômica; e ampliação da infraestrutura pública e dos serviços essenciais, como moradia, saúde e educação, para atender ao aumento da demanda e combater a exclusão social.

    A associação também propõe que mineradoras e poder público compartilhem a responsabilidade pela criação de programas habitacionais nas cidades impactadas pela atividade mineral.

    Economia MEIO AMBIENTE NEGÓCIOS POLÍTICAS SOCIEDADE

    Related Posts

    Cine Oak promove exibição antecipada e gratuita de The Chosen em Franca

    24 de setembro de 2026

    Evasão escolar: sinais que antecedem a saída dos alunos

    24 de setembro de 2026

    PMEs entram na reta final para definir IBS e CBS

    24 de setembro de 2026
    -Clique e ouça
    Posts Recentes
    • Rayan marca no fim e Brasil empata com Austrália no 1° amistoso pós-Copa
    • Renan Santos critica Lula e Flávio Bolsonaro em Franca e diz que tarifaço destrói polo calçadista
    • Alexandre Ferreira passa por cateterismo e publica vídeo dizendo que está bem
    • O querido Dr. Carlos Augusto Mantovani, médico ginecologista e obstetra dos mais respeitados e competentes de nossa cidade, merece sempre nosso carinho e admiração. Profissional dedicado e apaixonado pela medicina, ele também encontra nas corridas de rua uma grande fonte de energia, disciplina e superação. Na foto, ao lado de seu treinador e mentor, o competente personal Thiago Piola, que o incentiva e acompanha de perto em seus treinamentos. Uma dupla que representa muito bem determinação e qualidade de vida!
    • Carlos e Júnior, pai e filho, são nomes que merecem nosso carinho e reconhecimento pela forma competente, dedicada e responsável com que conduzem a ELLO Administradora de Condomínios. À frente da empresa, realizam um trabalho pautado pela excelência, transparência, organização e atendimento de qualidade, oferecendo soluções eficientes para síndicos e condôminos. Uma dupla querida e admirável, que se destaca pelo profissionalismo e pelo compromisso com cada cliente.
    Sobre nós

    Sua fonte para as notícias de qualidade, sem tendências políticas e ideológicas, a verdade sem manipulação. “Jornalismo Raiz”.

    Aceitamos sugestões de pauta.

    Envie-nos um e-mail: jornalismo@fatonoato.com.br

    Facebook Instagram YouTube
    Veja Também
    Intelecto Saber

    O verdadeiro desafio do Brasil com IA nas salas de aula

    By Lucio Rangel

    Com base em artigo de Richard Lucht (CEO da EduSpace e Professor do ITA) e…

    Ribeirão Preto entra na rota que pode definir retomada das exportações brasileiras de mel para a União Europeia

    23 de setembro de 2026

    Festa Di San Gennaro retorna nesta quinta com gastronomia, shows e atrações para toda a família 

    16 de setembro de 2026

    Fazenda Barra Grande celebra tradição histórica no Dia Nacional da Cachaça

    11 de setembro de 2026
    Arquivos
    • setembro 2026
    • agosto 2026
    • julho 2026
    • junho 2026
    • maio 2026
    • abril 2026
    • março 2026
    • fevereiro 2026
    • janeiro 2026
    • dezembro 2025
    • novembro 2025
    • outubro 2025
    • setembro 2025
    • agosto 2025
    • julho 2025
    • junho 2025
    • maio 2025
    • abril 2025
    • março 2025
    • fevereiro 2025
    • janeiro 2025
    • dezembro 2024
    • novembro 2024
    • outubro 2024
    • setembro 2024
    • agosto 2024
    • julho 2024
    • junho 2024
    • maio 2024
    • abril 2024
    • março 2024
    • fevereiro 2024
    • janeiro 2024
    • dezembro 2023
    • novembro 2023
    • outubro 2023
    • setembro 2023
    • agosto 2023
    • julho 2023
    • junho 2023
    • maio 2023
    • abril 2023
    • março 2023
    • fevereiro 2023
    • janeiro 2023
    • dezembro 2022
    • novembro 2022
    • outubro 2022
    • setembro 2022
    • agosto 2022
    • julho 2022
    • junho 2022
    • maio 2022
    • abril 2022
    • março 2022
    • fevereiro 2022
    • janeiro 2022
    © 2026 ThemeSphere. Designed by Grupo Rádio Empresa Brasil.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.